As Percepções Temporais - Vol.2 O Sensotempo
- João Abrão Jorge Filho

- 18 de ago de 2025
- 4 min de leitura

Nobre leitor, este é o 2º volume da série das percepções temporais. Se você não leu o 1º - sugiro que o faça aqui no link a seguir: --> https://www.jasconsulting.com.br/post/as-percep%C3%A7%C3%B5es-temporais-vol-1-o-fisiotempo
Vol. 2: O SENSOTEMPO
Como este que vos escreve sabe, que nada sabe, resolveu estudar pra entender um pouco mais sobre um tema que sempre me atraiu desde a primeira graduação: A Gestão do Tempo
Em minha tese de doutorado, exploro três formas que o ser humano percebe o tempo, sendo a segunda delas a sensorial
De modo científico recomendo que leia (sem puxar nenhuma sardinha) o artigo que (clique ali -->) escrevi: https://iiscientific.com/artigos/caf5b9/
A PERCEPÇÃO DO TEMPO é algo MUITO subjetivo. Se você entrevistar 1 milhão de pessoas, é capaz de encontrar as mais variadas opiniões, desta forma, para fins científicos defini 3 como objeto de meus estudos, sendo a primeira a fisiológica.
Então HOJE te convido para mergulhar no universo do meu estudo e entender melhor como as percepções do tempo funcionam e como o desequilíbrio entre elas pode afetar seu dia-a-dia!A percepção temporal sensorial como é a segunda que apresento no estudo, pois é a segunda que nós seres humanos começamos a aprender no decorrer do crescimento,
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Afinal de contas: O que é a percepção temporal sensorial?
Em primeiro lugar vamos classificar o que é senso: "faculdade de julgar, de sentir, de apreciar; juízo, entendimento, percepção, sentido"
Poderíamos estabelecer diversas formas sensoriais para perceber o tempo, mas gosto de me ater a 3 (três) formas simples e abrangentes para melhor compreensão:
1) Senso de Socialização - o ser humano é por excelência um ser social (Aristóteles já dizia isso, que somos um Animal Político), e este senso também é uma forma de perceber o tempo que levamos para nossas vidas adultas.
Desde pequenos, somos inseridos a socialização: na família, na escolinha, com os coleguinhas, estes inícios das interações sociais nos colocam a prova a percepção sensorial do tempo como marcos - tempo de ir na vovó, tempo de ir estudar, tempo de brincar com os coleguinhas. Desta forma carregamos a socialização como uma percepção temporal sensorial de forma intrínseca.
2) Senso de Concentração - o ser humano, como ser pensante que é (nem sempre nos tempos atuais, você há de convir comigo), desde pequeno é ensinado a realizar tarefas de diversas naturezas. Para isso, necessita de concentração, para que produza o foco necessário a realização destas. O foco da concentração produz isolamento de outros estímulos, por isso a concentração se torna uma percepção temporal sensorial indireta, tendo em vista que necessitamos (ou deveríamos ao menos) nos concentrar em menor ou maior grau na realização das atividades cotidianas
3) Senso de Lazer - este talvez é o de mais fácil entendimento, uma vez que o lazer é uma necessidade do ser humano assim como uma dimensão cultural. Ele desempenha um papel fundamental na qualidade de vida, contribuindo para o bem-estar físico, mental e social. O lazer permite a recuperação de energias, o alívio do estresse, o desenvolvimento pessoal e a socialização, além de promover a criatividade e a autonomia.
Óbvio que podemos ter lazer de forma individual, lendo um livro por exemplo, mas também temos lazer de forma coletiva, como ir a uma festa ou jogar um jogo interessante por exemplo. Dentro deste contexto, o estimulo de promoção do lazer, ao contrário do foco da concentração produz uma junção e mistura de estímulos que o torna uma percepção temporal sensorial direta.
De forma resumida, a percepção temporal sensorial é como o ser humano é capaz de julgar a passagem do tempo, referindo-se à como este indivíduo percebe a passagem do mesmo em seu ambiente.__________________________________________________________________________________
Mas porque é importante perceber o tempo de modo sensorial?
Vivemos numa era a qual estamos cercados por diversos avanços tecnológicos onde os meios de comunicações aceleraram, e MUITO, as interações humanas e a forma como algumas coisas são feitas.
Contudo, não houveram alterações (ao menos significativas) na duração de nosso dia terrestre, muito menos na composição física de nossos mortais corpos.
Tal qual a percepção fisiológica, o mundo contemporâneo também descompassa como percebemos o tempo de forma sensorial, cito alguns exemplos:Fui ao mercado comprar carnes para o jantar, eram 13 horas. Ao chegar na porta encontro uma pessoa muito especial de amizade de longa data que não via a tempos e nos sentamos para tomar um café e conversar. Quando cheguei em casa me deparei com o relógio, eram 17 horas e tive a sensação de que ainda restaram muitas coisas para conversar.
Cheguei na empresa (em home office ou presencial), tomei um café muito saboroso e comecei a lidar com uma tarefa muito interessante no computador. Quando me dei conta, passaram-se 2 horas e ainda estava nesta tarefa, parece que o tempo não foi suficiente.
Sai do trabalho as 17:30. Combinei de sair com as(os) amigas(os) para jantar, me programei para retornar às 22:00. Cheguei ao local as 19:00, pedimos pizza e bebidas, quando me dei conta, eram 23:30 e estávamos todos lá. Parece que o tempo passou e não vi...
A forma como percebemos o tempo no âmbito sensorial também é importante:
Ela pode MAXIMIZAR ou MINIMIZAR as outras percepções do tempo e alterar a percepção do tempo geral!IMPORTANTE: nunca é cuidado demais atentar-se em parar um minutinho e avaliar se a percepção sensorial do tempo não está sendo esquecida ou realçada em nosso cotidiano.
é meu nobre Leitor, camarão que dorme na areia a onda leva e o apressado come o camarão cru!
João Abrão Jorge Filho
Pessoas & Finanças
em 18/08/2024 - segunda-feira




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