As Percepções Temporais - Vol.1 O Fisiotempo
- João Abrão Jorge Filho

- 21 de jul. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 24 de jul. de 2025

Nobre leitor, este humilde autor que vos escreve sumiu por um tempo, mas é por uma boa causa: (estou tentando) contribuir (de forma cientifica desta vez) com a sociedade, desta vez realizando uma pesquisa a nível de doutorado em administração de empresas, sobre como o empresário brasileiro percebe o tempo.
"SÓ SEI QUE NADA SEI"
a frase que atribuímos comumente Sócrates foi estudada pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger (O Efeito Dunning-Kruger) que concluíram:
Quando as pessoas não tem habilidades desenvolvidas não conseguem distinguir entre o bom e mau desempenho, tendendo a achar que sabem mais que todos por excesso de autoconfiança...

Vol. 1: O FISIOTEMPO
Como este que vos escreve sabe, que nada sabe, resolveu estudar pra entender um pouco mais sobre um tema que sempre me atraiu desde a primeira graduação: A Gestão do Tempo
Em minha tese de doutorado, exploro três formas que o ser humano percebe o tempo, sendo a primeira delas a fisiológica
De modo científico recomendo que leia (sem puxar nenhuma sardinha) o artigo que (clique ali -->) escrevi: https://iiscientific.com/artigos/039e8a/
A PERCEPÇÃO DO TEMPO é algo MUITO subjetivo. Se você entrevistar 1 milhão de pessoas, é capaz de encontrar as mais variadas opiniões, desta forma, para fins científicos defini 3 como objeto de meus estudos, sendo a primeira a fisiológica.
Então HOJE te convido para mergulhar no universo do meu estudo e entender melhor como as percepções do tempo funcionam e como o desequilíbrio entre elas pode afetar seu dia-a-dia!Elegi a percepção temporal fisiológica como a primeira (e pra mim a mais importante), pois nos dias atuais, empiricamente, é a que vejo como a mais negligenciada por nós, desta forma me submeti a pesquisar para tornar científico (ou não) a hipótese que proponho: que a distorção e/ou desequilíbrio em qualquer uma das percepções temporais, afeta a percepção do tempo em geral.
Escolhi estudar o empresariado brasileiro, pois em tratando-se de uma tese de doutorado, tem que ser algo inédito, mas entendo que a reflexão serve pra nossas vidas pessoais também.Afinal de contas: O que é a percepção temporal fisiológica?
Vou falar de alguns tópicos aqui, que você pode ou não concordar comigo por "OBÓVIO", sinta-se a vontade para opinar nos comentários!
1) Quando nasce o ser humano, em seus primeiros meses de vida, sua "percepção" do tempo resume-se a comer (ou melhor ser amamentado), dormir, fazer as necessidades básicas ou sentir dor de alguma forma (cólica, febre, etc.).
2) Até os primeiros 8/9 meses de vida (mais ou menos), a forma de comunicar que estou com fome, sono, dor ou vontade de fazer é o choro, e a partir desta idade, começam os primeiros guturos (sim, vem de gutural - som que sai da garganta) do que serão as primeiras palavras da criança (será que vai ser primeiro mamãe, ou papai...?).
3) Com o desenvolvimento da fala, a criança consegue manifestar verbalmente como se sente fisicamente.
4) A medida em que vamos crescendo (e envelhecendo), percebemos outras formas do tempo fisiológico, como o cansaço, a alteração das medidas e formas corporais, as primeiras rugas, os primeiros fios de cabelo brancos (ou a ausência dos cabelos).
5) Já na melhor idade, ainda que não aceitemos muito bem que ela chegará para todos nós, o declínio cognitivo e físico naturais também trazer outras percepções fisiológicas do tempo.
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Mas porque é importante perceber o tempo de modo fisiológico?
Vivemos numa era a qual estamos cercados por diversos avanços tecnológicos onde os meios de comunicações aceleraram, e MUITO, as interações humanas e a forma como algumas coisas são feitas.
Contudo, não houveram alterações (ao menos significativas) na duração de nosso dia terrestre, muito menos na composição física de nossos mortais corpos.
Isto nos leva a um descompasso que, em minha visão, necessita de ser corrigido, explico com a metáfora:Você é um carro, que com os avanços tecnológicos, seu motor ficou mais potente e eficiente.
Seus pneus, que são o que efetivamente te levam pra onde você quer e/ou precisa (você até consegue empurrar um carro sem motor e com pneus, mas não consegue empurrar um carro com motor sem pneus... ou consegue sozinho?) não foram trocados para suportar esses novos incrementos no seu motor.
Quando você pisa no acelerador, sente a eficiência e potencia do motor mas em pouco tempo o pneu deformou, desgastou mais de lado do que de outro, perdeu calibragem mais rápido... E VOCÊ NÃO PERCEBEU!
MAS alguém parou para te contar... Adivinhe quem?
SIM, a autoridade policial que te parou na blitz!E ele, ao ver seus pneus totalmente precisa aplicar, no rigor da Lei, a sanção administrativa (a famosa multa com os pontinhos na carta de motorista)... isso quando não diz que vai recolher seu carro!
A moral desta metáfora disforme é: precisamos cuidar de nossos pneus (o corpo) porque o o motor (nossa cabeça) só quer saber de acelerar pra acompanhar o mundo contemporâneo.
Ao deixar de perceber o tempo de modo fisiológico, podemos acabar com os pneus carecas, carro multado, perder a licença de motorista e acabar guinchados para o pátio... é meu nobre Leitor, isso sai caro, muito caro!
João Abrão Jorge Filho
Pessoas & Finanças
em 21/07/2024 - segunda-feira




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