As crenças limitantes - Vol.2: Bom Senso e Segurança
- 20 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Existem conhecimentos que são edificantes, nos trazem novas culturas, novos saberes, novas formas de fazer, apreciar e crer em algo.
Outros conhecimentos já não são tão edificantes e podemos falar daqueles que com certeza limitam o dialogo, a tolerância, nos tolhem das coisas novas e suas diversas formas dizendo que elas serão nosso fim... para estes "conhecimentos" damos o nome de:
CRENÇAS LIMITANTES.Vol. 2: Bom Senso & Segurança
SPOILER: leia somente se tiver coragem de se autoquestionar em relação ao "normal"
Nobre leitor, hoje trago uma situação que na minha casa sempre foi um costume, mas que certa vez uma amiga nos questionou (a mim e minha amada genitora a qual tenho o prazer de nesta vida chama-la de mamãe) e que me trouxe a esta questão que pra muitos podem ser limitadores da evolução: bom senso e segurança.
Em casa, desde pequeno fui educado a lavar a louça (ou ajudar a secar e guardar), num dia no passado, após o almoço eu lavava os pratos e talheres e uma amiga, que veio almoçar conosco, estava ajudando a secar e guardar, bradou: porque vocês não deixam as facas com as pontas pra baixo no escorredor? Vocês não tem medo de furar as mãos?
Com certeza o bom senso comum te manda prezar pela segurança e manter os talheres, principalmente as facas, viradas pra baixo pra não se ferir.Mas se eu te disser que o bom senso comum por vezes está errado e nem sempre trás a segurança necessária pra sua vida?
Lógico que este que vos escreve não quer subverter os bons costumes e o lado positivo de seguir o bom senso comum, muito menos que vocês, Nobres Leitores, coloquem os dedos em tomadas carregadas de eletricidade, as questões aqui são outras:
A segurança imediata traga pelo bom senso comum realmente te protege ou só maquia um risco pior a longo prazo?
Contraria-lo te faz ficar mais alerta e prestar mais atenção naquilo que faz na vida ou só te fazer correr riscos desnecessários?

Ao deixar os talheres (e as facas) viradas pra cima, o costume que tenho em minha casa me ensinou a sempre estar alerta aos perigos da vida, por menores que sejam e prestar atenção no ambiente ao meu redor, me trazendo mais segurança pela atenção que devo manter.
Tivesse eu sido acostumado com o bom senso comum, com certeza minimizaram as chances de um acidente doméstico (o qual neste caso das facas no escorredor, nunca me ocorreu), mas a segurança momentânea de não se furar com a faca talvez não teria me dado a atenção necessária para os perigos maiores que a vida me trouxe até então.
E você, querido e nobre leitor, o que prefere???
O bom senso comum e a segurança ou contraria-lo e ter que prestar mais atenção no ambiente e nas atitudes?
João Abrão Jorge Filho
VP de Pessoas e Finanças – CFO
em 20/03/2023 - segunda-feira





Na maioria das vezes prefiro o senso comum, porque ele acaba sendo o caminho menos acidentado, especialmente se já estiver "aberto e limpo". Além da facilidade, nosso cérebro também busca pela vereda mais curta (e neste caso, segura), mas concordo que a vida precisa ser salpicada com medidas constantes do contraditório, para nos manter em alerta.
A propósito: facas com gume para baixo; colheres e garfos de cabeça para cima. 😄